Terça-feira, 5 de Maio de 2009

A lenda de São Vicente do Monte

O caminho de pedras, íngreme e irregular, subia contornando toda a encosta, sobranceiro ao rio. Aqui e ali, tufos de vegetação pisada denotavam claramente os muitos passos que diáriamente percorriam aquele trilho, rumo à pequena ermida.
São Vicente do Monte.
A origem da devoção ao santo perdera-se há muito , gradualmente transformada em lenda, ornamentada de pormenores, uns mais fantasiosos que outros.
Para as gentes da aldeia de São Vicente, bem no sopé do monte, a figura do santo era uma mistura de fundador da aldeia, padroeiro... e senhor dos aflitos.
Nos longínquos tempos em que os mouros eram donos e senhores de toda a parte sul da península, a pequena aldeia vira um dia chegar um cavaleiro solitário, envergando as vestes rasgadas – brancas e vermelhas – das cruzadas.
Ferido, desfalecendo de cansaço, caíra prostrado no chão da praça, aos olhos aflitos de toda a gente.
O velho ferreiro, condoído da estranha figura, levou-o para sua casa, tratou-lhe das feridas, alimentou-o, coseu-lhe as vestes ensanguentadas. O cavaleiro cruzado, professando talvez um enigmático voto de silêncio, nunca proferiu entretanto uma única palavra, limitando-se a agradecer por gestos a compaixão desinteressada do bom samaritano.
O tempo passou, o frio inverno deu lugar à primavera, os campos encheram-se de frutos e flores, e o cavaleiro cruzado, discreto e silencioso, viu saradas todas as suas feridas do corpo.
O velho ferreiro, a quem a idade já pesava na força dos braços, tomou-o como aprendiz, partilhando com ele o tecto, o alimento e as tarefas diárias de qualquer ferreiro em qualquer aldeia; o conserto das cercas, o fabrico dos baldes, das fechaduras, dos aparelhos dos animais.
De quando em quando, noticias do avanço dos mouros sobressaltavam toda a região; uma após outra, as investidas eram contidas... mas o avançar do verão trouxe a todas as aldeias a amarga evidência de que em breve, muito em breve... o fogo dos archotes e o tilintar das espadas invadiria a pacata calmaria dos campos.
Cabisbaixos e amedontrados, muitos partiram para o norte. Contava-se que acima do rio, do outro lado das grandes montanhas da estrela, ainda se podia viver em segurança... e que os mouros nunca conseguiriam ultrapassar os altos cumes, pejados de neve.
No último domingo de verão... o sino da torre de vigia tocou; não uma ou duas vezes, a chamar os pastores da volta dos campos, mas um toque contínuo, gemente, um toque de pânico.
Sobre a silhueta dos montes vizinhos, os reflexos das cimitarras ao sol aglomeravam-se numa longa linha, serpenteando um cerco à aldeia.
O dia mais temido... chegara.
Ouviram então o cavaleiro cruzado proferir as primeiras palavras, desde que chegara à aldeia.
- Para o monte, depressa! Todos. Todos para o cimo do monte...
As poucas dezenas de amedrontados aldeões que se haviam recusado a partir perceberam de súbito que chegara a hora. Fosse como fosse, agora era demasiado tarde para decidir partir, tal como era demasiado tarde para permanecer na aldeia.
Sem mais alternativa que as palavras do cavaleiro, fugiram em debandada para o alto do monte, procurando refúgio na mata densa que ali existia.
- Depressa, depressa... todos lá para cima – ia bradando o cavaleiro – que ninguém fique aqui...
Ficou parado no centro da vereda, a vê-los subir pela encosta.
- Fuja, homem... eles estão mesmo aqui... – gritava um dos mais atrasados
O cruzado desembainhou a longa espada e espetou-a no solo, apoiando-se com os braços no punho.
- Vão... ide em segurança, que eu fico aqui a proteger o caminho...
 
As histórias vão e vêm, e quem as conta, reconta e acrescenta. Eram cem mouros, eram mil, centenas de cavalos, a batalha durou uma noite inteira, durou uma semana... ninguém sabe ao certo. O trilho estreito só permitia a passagem de um homem... e a vedar esse caminho estava um cavaleiro solitário, que muitos anos depois alguém batizou de Vicente, o homem que fez o milagre de deter os mouros.
Nunca ninguém saberá ao certo.
Conta a lenda que na manhã seguinte, os aldeões assustados desceram do alto do monte e encontraram uma multidão de sarracenos caídos... mas nem sinal do cavaleiro, que desaparecera do mesmo modo como surgira.
Muitos anos depois, o filho do ferreiro haveria de fazer justiça à memória do cavaleiro, mandando construir a pequena ermida no alto do monte.
 
Continua a rezar a lenda que no último domingo de cada verão ainda é possível ouvir o tilintar das espadas e os gemidos dos caídos; E que algures, escondida por entre as escarpas, a espada reluzente do cruzado espera pacientemente aquele que a há-de encontrar...              

 

publicado por entremares às 21:01
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Aula de Geografia

 

- Pronto, está bem... eu vou repetir. Vamos tentar realizar um pequeno teste de cultura geral... algo relacionado com a geografia, estão a perceber ?
Pelas caras impávidas e serenas... não, não haviam percebido.
- Não é nada de especial... só pretendo saber se vocês têm algumas noções básicas... já vão ver como é fácil...
E dito isto, o professor aproximou-se do quadro branco e, de caneta em punho, vá de desenhar um mapa mundo estilizado; o continente americano, africa, a europa – esta era sempre a parte mais difícil de desenhar – a asia, a oceania... e uma zona incerta, a imitar vagamente o continente antárctico.
- Pronto, já está... – e afastou-se um pouco, para contemplar a obra – que me dizem ?
- Muito jeitoso... – alvitrou um dos alunos
- E isso é o quê ? – quis saber outro.
Pronto. Era com perguntas daquelas que o pobre do professor Humberto ia ao tapete, directo.
- O que é isto, perguntas tu ? – e o professor lançou-lhe uma ar triste – pois, meu caro Zé Pedro... isto chama-se um planisfério... ou pelo menos, é uma tentativa bem razoável de tentar desenhar um planisfério... representando o nosso mundo, os cinco continentes em que vivemos...
- A professora de Português já nos mostrou um mapa desses... com as viagens dos descobridores – lançou a Ana, contente por finalmente poder intervir. – Disse também que aquele maior, aquele que desenhou ali à direita... é a Ásia, onde estavam as especiarias...
- Obrigado Ana... é verdade, ali à direita... é a Ásia, a quem os antigos chamavam “ O continente misterioso”... mas eu quero é perguntar-vos outra coisa... fazer-vos um pequeno desafio...
Meia dúzia de olhares inquiridores acompanharam-no, enquanto ele se desviava para o canto.
- Quero que cada um de vocês venha aqui ao quadro... e vocês são só quinze, portanto também vai ser rápido... e me venham mostrar... onde estamos...
Fez-se uma pequena pausa, seguida de alguns murmúrios.
- Como assim, dizer onde estamos ? Eu não sei desenhar esses mapas... – argumentava o ruivo da fila da frente.
Todos secundaram a opinião do que falara.
- Eu não quero que venham para aqui desenhar nenhum mapa... bem pelo contrário... eu só pretendo que venham aqui... um de cada vez, e me coloquem o dedo em cima da zona do mapa que corresponde aproximadamente ao local onde estamos... só isso...
- Ao local ? Colocarmos o dedo em cima de Elvas ? – insistiu o ruivo.
- Isso mesmo... sem tirar nem pôr. Achas que és capaz ?
O “ruivo” inchou a peitaça.
- Então não haveria de ser capaz ? Posso ser o primeiro ?
O professor aquiesceu, com um encolher de ombros.
- Vamos a isso...
 
Um após outro, lá foram até ao quadro branco, anotando com a caneta a localização – minúsculo ponto – da cidade pretendida, no imenso planisfério. O “ruivo”, a Ana, o Matias, o “Soneca”, o “Dádum”... cada um deles invariavelmente a rir da localização escolhida pelo colega precedente.
Quando finalmente terminaram...
 
- Muito bem, muito bem... vamos lá então ver o que saiu aqui desta nossa pequena experiência...
Visto ao longe, o planisfério assemelhava-se a uma daquelas figuras de feira, onde os aprendizes de atiradores treinam os primeiros disparos, furando todos os cantos do alvo, acertando na parede e falhando por pouco o alvo do lado.
- Ora bem, ora bem... então temos que... segundo 4 de vocês.... Elvas se localiza algures aqui – e apontava um conjunto de marcas, bem no leste europeu - ... outros 4 preferiram acreditar que nós estamos aqui – e rodeou um conjunto de marcas algures sobre o Brasil – e temos também que 2 votaram nesta zona – e espetou o dedo sobre a península escandinava – e os restantes 4 espalharam-se por esta zona – e ia apontando para África – e finalmente, temos aqui um último ... perdido dos restantes, que preferiu colocar um rabisco... aqui – e apontava para o litoral de Portugal. Portanto, meus amigos, as opiniões dividem-se...
Uma risada miudinha acompanhou a última observação do professor, enquanto este rodeava com a caneta a marca desenhada pelo aluno, algures a meia distância entre Lisboa e Porto.
 
- Ganhou a maioria, não ganhou, prof ? – lá iam soando os mais audazes.
- Aposto mais naqueles dois – resmungava uma das alunas, apontando para as duas marcas sobre a escandinávia.
O professor deixou-os esgrimir argumentos, enquanto contemplava o panorama, desolado. Ora consultava o quadro branco, ora as expressões divertidas da rapaziada, insensíveis a qualquer consequência que dali se pudesse retirar. Por um momento, repetiu para si próprio que era impossível levar a bom porto aquela matéria prima, que chegavam a um décimo ano sem saber localizar num mapa o próprio país onde viviam...
Valia a pena que alguém meditasse sobre o assunto...
 
Levantou o dedo, como se fosse pedir autorização para falar.
- Bom... não querem saber quem acertou?
Um breve silêncio, enquanto o professor Humberto se dirigia ao quadro. Com uma pausa teatral, foi aproximando lentamente o dedo de Africa e depois, numa guinada súbita, pousou sobre a marca mais próxima da localização correcta de Elvas.
- Aqui está o vencedor.
- Não pode ser, professor. Como é isso possível? – insurgiu-se o “ruivo”. – De todas as marcas que aí tem... essa é aquela que nunca poderia ser...
O professor estranhou.
- Essa agora... e queres explicar-me o porquê dessa certeza toda ?
A resposta foi pronta, e sem deixar margem para dúvidas.
- Pois é evidente. Então o professor não está a ver que ele fez uma marca ao pé do mar ? E desde quando Elvas está ao pé do mar ? Desde quando ?
 
 
Nota: Com leves alterações... mas isto aconteceu-me mesmo... em 1999, numa turma dos então chamados cursos profissionalizantes, disciplina de Mundo Actual, onde de um total de 15 alunos... só um foi capaz de localizar Portugal num planisfério desenhado à pressa no quadro. Ficou-me na memória...
 

 

publicado por entremares às 21:28
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Domingo, 3 de Maio de 2009

O reino das pedras

 

 

Desde a criação do mundo, o tempo ditara que as pedras seriam imóveis.
Imóveis, surdas e mudas.
Essa era a lei, e a lei existia desde sempre, cumprida por todos os seres vivos.
Desde sempre. Até por sua eminência, o ilustre Rubi III, o rei das pedras.
Desde que os tempos eram tempos, o reino das pedras coexistira com o reino dos homens; uma coexistência baseada na indiferença, uma vez que os homens sempre haviam ignorado a presença das pedras – pisavam-nas, destruíam-nas, utilizavam-nas para construir monumentos, apanhando simplesmente aquelas cujo brilho talvez mais chamasse a atenção...
O ilustre Rubi III, rei das pedras, sucedera a seu pai, o bom rei Diamante, de saudosa memória. Durante o seu longo reinado – e o tempo não era verdadeiramente algo de importante para uma pedra – o rei Diamante assistira ao nascimento do Homem, o príncipe dos símios, à luta incessante da Natureza contra o invasor arrogante, ao tempo dos gelos, ao desaparecimento das grandes bestas que dominaram os continentes e os oceanos e até presenciara alguns eventos catastróficos... que haviam mudado o rosto do planeta para sempre.
O rei Diamante perecera precisamente num desses eventos cataclísmicos, engolido pelas entranhas ferventes da terra.
Rubi III, uma vulgar pedra vermelho escuro, sem brilho próprio, ascendera ao trono.
Contráriamente ao desejo dos homens, o reino das pedras não se regulava por nenhuma divisão de castas, espécies, formas ou brilho; Uma esmeralda só era verde aos olhos dos homens.
Entre as pedras, algo de mais súbtil marcava a diferença. A cor.
A cor e a tonalidade de cada pedra transmitiam a todas as outras tudo aquilo que os homens tentavam transmitir, quando inventaram as palavras; sensações, estados de espírito, emoções, necessidades. Talvez com uma pequena diferença; Não era possível fingir uma cor, não era possível fingir uma tonalidade... pelo simples motivo de que as pedras não conheciam o sentido da palavra “mentir”.
Os homens, claro, nunca se aperceberam de tal pormenor.
E isto porque o tempo dos homens sempre fora bem diferente do tempo das pedras. E de tal modo o tempo das pedras era lento... que aos olhos dos homens, elas sempre pareceram inúteis, desinteressantes... natureza morta.
Aos olhos das pedras, a humanidade corria, desenfreada, regida por um outro tempo, talvez até por uma pressa inexplicável de atingir respostas que, para as pedras, não tinham qualquer significado.
O rei Rubi III encontrava-se, de momento, a pensar.
Algo de muito importante carecia da sua autorização... para acontecer.
Consoante o que viesse a decidir, mudaria a tonalidade do seu vermelho escuro, para transmitir a todos os seus súbditos a sua decisão. Claro que seria um processo moroso, mas as pedras também não conheciam o significado da palavra “pressa”. Todas as coisas tinham o seu tempo próprio, e não havia motivo algum para o alterar.
Uma pedra, aliás, qualquer pedra... possuia um sentido apurado de percepção... um elo que interligava todas as pedras. O planeta inteiro, enquanto ser vivo, comunicava internamente através de subtis mensagens, como um leve toque, de pedra para pedra, atravessando planícies, montanhas, mares. As pedras eram parte integrante do planeta, e sabiam-no, sentiam-no. O rei Rubi III, na qualidade de líder absoluto, não era mais que a face visível de toda esssa percepção, conhecida pelos animais e pelas plantas... mas desconhecida dos homens.
E, naquele momento, o rei Rubi III pretendia transmitir uma mensagem, precisamente... aos homens.
Pensara demoradamente, pesando todos os prós e contras. Observara a evolução desse ser estranho, que a um ritmo desenfreado, desequilibrara a balança universal e corrompera os princípios básicos da convivência das espécies.
Era algo que não fazia sentido, para uma pedra.
O reino das plantas agonizava, delapidado pelas acções impensadas dos humanos.
A mãe natureza, enquanto espírito unificador do planeta vivo, entoava lamentos ... lamentos que só as pedras, na sua dimensão alargada do tempo, conseguiam sentir.
O rei Rubi III não podia ignorar mais todos os chamamentos.
Com o pensamento ensombrado pela tristeza, concedeu a autorização.
 
Muito longe dali, no anel de fogo do pacífico, um vulcão adormecido jorrou a sua primeira lava, após um sono de milénios. E depois, logo outro lhe seguiu o exemplo.
E ainda mais outro...
 
 

 

publicado por entremares às 21:20
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

O elogio fúnebre

 

 

Meus amigos... companheiros...
Estamos hoje aqui, reunidos... para prestar homenagem a alguém que já não está connosco, mas pelas suas obras, pela sua maneira de ser, pelas recordações que em nós deixou... estará sempre presente...
Conheço o Afonso de há muito tempo... aliás, acho que o conheço desde sempre, desde que me recordo de mim próprio. O Afonso foi meu amigo, foi meu colega de escola, foi compincha de brincadeiras e das pequenas patifarias da juventude... até foi meu rival quando nos lembrámos de gostar em simultâneo da mesma rapariga...
Vocês, aqui presentes... nunca chegaram a conhecer esse Afonso.
Mas eu lembro-me bem dele... antes de se transformar no vosso Afonso, no Afonso personagem pública, no Afonso corajoso, empreendedor, famoso.
Sabem... o Afonso sempre teve um sentido de humor... diferente. Só para ficarem com uma ideia ... lembro-me de estarmos os dois, fechados numa sala, a realizar um exame... para o qual nenhum de nós havia estudado ... rigorosamente nada.
Eu lá fui rabiscando umas respostas – e o exame consistia de umas cinco ou seis questões, daquelas de despejar sabedoria sobre a folha de papel – e quando olhava para o lado... via o Afonso sempre sossegado, a olhar distraídamente para o enunciado, mas sem escrever nada...
Pois... só vos conto que quando descobrimos o que o bom do Afonso respondera no exame... não foi expulso assim por um triz... imaginem só. Às quatro primeiras perguntas do exame, respondeu “ Não estudei esta matéria “... e imaginem... à última pergunta, respondeu ... “ Não tive tempo suficiente, lamento... “
Pronto... este era também o Afonso, uma faceta do Afonso que nenhum de vocês certamente teve oportunidade de conhecer...
O Afonso público... esse todos conhecem.
O homem que conseguiu colocar este país no mapa... o homem que combateu a vilania... o homem que conseguiu que nos sentíssemos seguros, que nos fez esquecer a palavra medo... e que conseguiu, provavelmente melhor que ninguém... unir-nos a todos... como cidadãos de um mesmo país... a remar no mesmo sentido...
Este é o Afonso que vocês conhecem.
Não sei se ele algum dia pensou que a sua memória perduraria... para além do corpo, para além desta vida terrena. Quem o conheceu tão bem como eu... poderia jurar-vos que a fama nunca lhe importou, e que todos os seus gestos foram guiados, não pela ambição pessoal... mas perseguindo um objectivo mais alto... mais nobre.
Eu sei isso... eu, melhor que ninguém... sei disso.
A vocês, amigos e companheiros, hoje aqui presentes, nesta hora de luto e dor... o Afonso deixou-vos um país, um país que precisa de vocês, que precisa de todos... para se desenvolver, para ser livre, para ser grandioso...
A mim... seu muito amigo e fiel aio... deixou-me em vida todas as provas da sua inexcedível amizade.
E, por isso mesmo e por ser meu mais profundo desejo ... eu, Egas Moniz, neste dia 6 de Dezembro do ano da graça de 1185 peço-vos a todos que levantem bem alto as vossas espadas e me acompanhem...
- Viva o Rei...
- Viva Portugal...
 

 

publicado por entremares às 21:43
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