Sábado, 11 de Abril de 2009

Diário de bordo II

 

 

Dia 2: Bangkok
 
Ora bem, o que vamos nós fazer ?
Se fosse a primeira vez, diria logo: o mercado flutuante, uma corrida de tuk-tuk. Mas como essas aventuras ( apesar de deliciosas, diga-se de passagem ) já não eram novidade para nós... decidimos explorar melhor a cidade, procurar pontos de interesse diferentes daqueles que aparecem em todos os catálogos de viagens. E claro que trazer a lição planeada de casa, com umas idas ao Google e a visualização do Google Earth ajudou... muitíssimo. Assim, já sabiámos de antemão que era possível efectuar cruzeiros de barco no rio Chao Praya, com jantar incluido, visitar o edificio mais alto da Tailândia, com quase 100 andares, efectuar excursões aos arredores para visitar a zona de Atuaya – antiga capital do reino do Sião – e, claro, voltar a visitar o palácio real de Bangkok, que mesmo estando incluido no pacote oferecido pela agência de viagens, é imperdível e merece muitas visitas.
Portanto, aí vamos nós em direcção ao rio, para apanhar o restaurante flutuante.
 
   
 
Bangkok, vista do rio, é luminosa. Os telhados pontiagudos dos templos rasgam o céu escuro e projectam-se para os deuses, refletidos nas águas calmas do Chao Praya. Bordejamos o palácio real, muitos templos, a zona comercial, subimos até à zona das pontes e depois voltamos a descer o rio, enquanto atacamos a refeição buffet à disposição no barco, acompanhada de umas Singha bem fresquinhas ( bem boa, esta cerveja ). Como não podia deixar de ser, uma animadora profissional lá vai cantando as canções da moda, para gláudio de uma excursão de turistas indianos que fazem a festa.
De repente, parece que estamos em Bollywood.
E, por falar nisso... por favor, menina... “ one more Singha, ok ? “
 
Dia3: Bangkok
 
Nada como um daqueles pequenos-almoços buffet ( misturando fruta, café, carnes frias, queijos, omeletes, croissants e sei lá mais o quê ) para começar bem o dia.
O nosso hotel, bem simpático por sinal, está localizado bem no centro, a um passo de quase tudo ( trabalho de casa, claro, que isto de escolher o hotel tem que ser feito com muita atenção, não vá tocar-nos a sorte de ficar num hotel esplêndido, mas ter de apanhar um táxi para fazer o que quer que seja ). Portanto, para hoje está programado: (Re)visitar o palácio real, o templo do Buda reclinado, subir até ao alto da torre Bayoke e explorar a pé a zona central da cidade.
Vamos a isso.
 
O palácio real é uma delicia para os olhos; principalmente para os nossos olhos europeus, habituados a outras formas, a outras arquitecturas, a outros estilos. No oriente, tudo é novidade, tudo é exótico, as formas surpreendem-nos, a dimensão da religiosidade ofusca-nos, o fervor desapegado daquelas gentes contagia-nos de uma simpatia genuina. Os tailandeses são ( mesmo ) um povo simpático, prestável, sorridente. Professam um budismo sincero, e julgo que é sincero porque o traduzem na prática, em pequenos gestos que de vez em quando nos prendem a atenção e ficam gravados na memória. ( Precisam de vir cá e olhar as pessoas, para compreenderem o que estou a tentar aqui descrever )
 
Bom... e o palácio ?

 

   

 

 

Fantásticos jardins, uma arquitectura esmerada, luxo, muitos dourados, tudo impecavelmente limpo, bem tratado. Os interiores não são para visitar ( pena ) mas mesmo assim vale sempre a pena.
O templo do Buda reclinado ?
 
Poderíamos ali passar muito, mas mesmo muito tempo... a percorrer cada recanto, espreitando os altares de oferendas, contemplando os frescos e as pinturas douradas das paredes, contornando a majestosa estátua dourada do Buda reclinado, entrando em cada um dos salões de meditação, com o pavimento coberto de tapeçarias vermelhas e representações várias do Buda, em figuras douradas. As estátuas dos querubins, cobertas de espelhos e pedras coloridas, as paredes integralmente revestidas de talha dourada, os dragões, os pequenos lagos com flores de lótus... é melhor deixar-vos só com uma pequena amostra de imagens... vão ficar com uma ideia mais aproximada deste local. Só pecam por uma coisa; não conseguir transpirar a tal “paz” que este local exala... é contagiante, acreditem.

 

    

   

 

 

 

 

Segue-se... a torre Bayoke.
Só a subida, em dois elevadores diferentes, já vale a pena. O bilhete inclui uma bebida grátis no bar panorâmico e a vista... bem, não é todos os dias que se sobe ao 28º edifício mais alto do mundo. Sempre são mais de 300 metros de altura e digo-vos... até dá vertigens. Ora vejam.

 

   

 

Refrescados com uma Singha bem gelada, fazemo-nos de novo à estrada, que é como quem diz, aí vamos nós de mapa na mão, decididos a conseguir voltar ao hotel a pé,
calcorreando toda a zona central de Bangkok, atravessando o rio, ladeando o parque e atacando a grande avenida Rama, que rasga a cidade ao meio.
Estranhamente, foi mais simples do que parecia. A cidade está limpa, mesmo muito limpa. Não se encontram papéis no chão, lixo por recolher ou contentores a abarrotar. O parque automóvel... de fazer inveja. Muitos pequenos utilitários e ... também muitos Mercedes, Audis, Lexus e outros que tais ( cruzámo-nos com um Lamborguini amarelo, cheio de pressa ) . Para além disso, e não sei como, todos ( atenção, todos ) os automóveis que circulavam estavam impecavelmente lavados, brilhando ao sol, o que numa cidade como Bangkok só se deve conseguir se passarem a noite na garagem ou se forem ao duche todas as manhãs. Portanto, confesso que não percebi como eles conseguem tal “proeza”...

 

   

 

     

 

 

Claro que o percurso foi interrompido por algumas compras ( e eu ia resistir por acaso a comprar um relógio Rolex, directamente vindo da Tailândia, por uns fantásticos ... 5 euros ? E as camisas Gantt, Lacoste, Blueberry todas a 1 e 2 euros ? E depois pergunta a gente porque anda sempre com excesso de peso no aeroporto ... )
Adiante.
Com toda esta conversa... estamos quase a chegar ao hotel. E para descansar os nossos pés... que tal um mergulho na piscina ?
Então... com licença... e até já.

 

publicado por entremares às 07:59
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