Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Diário de bordo - I

 

 

Pronto, estava decidido. Chegara a hora de voltar ao oriente.
O oriente… esse misterioso território que nos preenche as fantasias dos grandes impérios, da opulência dos marajás, das selvas exóticas e de templos perdidos, de praias paradisíacas ondulantes de coqueiros e aventuras infindáveis…
O que se pode fazer em dez dias ? Bem… um pequeno salto a Bangkok e depois, mais um pulo até Bali poderia ser uma boa opção.
Diz-me a experiência que de todos os países daquela região, a Tailândia é, de longe, o que oferece a melhor preço-qualidade. Portanto, de que estamos à espera ?
Vamos embora.
 
Dia 1: Madrid – Bangkok
 
Sempre gostei de aeroportos; Aquela correria constante de pessoas para cá e para lá, os check-in, controles disto e daquilo, as lojas luminosas repletas de tentações para os olhos, os preços imorais que nos cobram nos restaurantes, a procissão de ansiosos junto dos placares que anunciam as partidas e chegadas dos voos… os visuais mais extravagantes de alguns passageiros…
Em contrapartida…
Só de pensar em ficar encerrado dentro de um avião, sentadinho no meu lugar durante quase doze horas… dá-me uma coisa ruim. É claro que aqueles lugares simpáticos da classe executiva deixam-nos água na boca mas… é melhor nem pensar na diferença do preço, para não martirizar o coração. Mas valha-nos ao menos a ideia de que vamos viajar com a Thai ( sim, a minha favorita ) e a Thai Airways é uma companhia aérea que, passe a publicidade, mete todas as outras no chinelo ( já vos explico porquê ).
E aquela sensação de sentir o 747 erguer-se da pista ? Até o estômago se cola às costas…
Bom… o que interessa é que aquele monstro lá se ergueu nas alturas e aí as simpáticas meninas de uniforme arroxeado começaram a demonstrar na prática porque gosto eu tanto daquela companhia aérea…
Primeiro vieram os aperitivos. Salgadinhos, amendoins… com bebidas à discrição; vinho, licor, conhaque, whisky, sodas, vodka… enfim, é só pedir.
Até dava gosto observar os olhinhos dos passageiros a regalarem-se de excitação…
Depois… os ascultadores, oferecidos numa bolsinha de tecido. E logo a seguir a ementa da primeira refeição.
A ementa ? Quando é que alguma vez me tinham entregue uma ementa numa viagem de avião ?
Dei voltas à memória e foi fácil descobrir; nunca, pois claro. Mas ali estava aquela ementa, em várias línguas, com as entradas, os dois pratos, a sobremesa…
Comecei a ter dúvidas. Estava na classe económica, não estava ?
 
 
 
Pronto, adiante...
Veio a primeira refeição.
Não fui o único a pasmar com o aspecto do tabuleiro. Dentro de um envelope transparente vinham… talheres metálicos, reluzentes ( vocês nem imaginam o prazer que é poder comer com talheres de metal, quando estamos à espera de encontrar aquelas coisas transparentes de plástico que se dobram por tudo e por nada )
Portanto, vá de atacar a carne com caril, arroz bastik e … que prazer.
E depois… bom… que tal se tentarmos passar pelas brasas ?
 
O aeroporto de Bangkok é algo que merece a pena ser visto. Impressiona pela dimensão, pela mistura do tradicional e do arrojado, pela quantidade tremenda de lojas de todo o tipo, pelo movimento imparável das gentes em permanente movimento, pela aparente desorganização que transmite ao olhar menos atento mas que, na prática, se revela extremamente eficiente, organizada e coerente.
 

   

 

 

Ao sairmos para o exterior… há que parar por um momento. Mal se abrem as portas de vidro, um bafo de ar quente e húmido empurra-nos violentamente para trás, recordando-nos que o equador é ali ao lado e que aqueles trinta e muito graus, misturados com a humidade a tocar os máximos… é uma mistura explosiva. O nosso corpinho ocidental e temperado com a brisa do atlântico percebe de imediato as diferenças. Portanto, apressemo-nos a subir para o “bus” e vamos lá para o hotel…

 

 

publicado por entremares às 08:28
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